quinta-feira, 19 de Fevereiro de 2009

Chegada a Luanda

Depois de uma extenuante viagem aterrei no aeroporto 4 Fevereiro em Luanda. Saio do avião e sinto o "bafo quente" de África. Entro numa sala e começam as filas, primeiro à a fila onde se entrega o boletim de vacinas internacional e recebe-se em troca um papel para preencher. Entretanto dirigimo-nos para outra fila (que anda vagarosamente, e tomamos o primeiro contacto com o ritmo de trabalho de angola), enquanto esperamos vamos preenchendo o papel. Finalmente... chegou a minha vez, entrego o papel, o passaporte e o boletim de vacinas e fico á espera das perguntas... nada, acho que tive sorte... a menina apenas começa a carimbar furiosamente os documentos a atira-os para cima do balcão, eu vou-os apanhando e continuo à espera das perguntas... nada... nem um "pode seguir, se faz favor". Depois de ficar um pouco à espera, decidi avançar. Passo à zona das malas onde me deparo com um único tapete (já me tinham alertado... mas ao vivo é outra coisa), onde as pessoas se amontoam na esperança de deslumbrar as suas malas. Espero cerca de dois minutos e vejo a minha a vir na minha direcção... ora toca de dar me dirigir ao tapete, depois de uns... "desculpe se faz favor".... "com Licença..."e algumas cargas de ombro, consigo apanhar a minha. Próxima fase..."será que me vão pedir para abrir as malas... espero que não"... aproximo-me da senhora que me pergunta apenas se venho de Portugal e manda-me avançar.
Isto está a correr bem, penso eu, saio do aeroporto e deparo-me com um monte de pessoas penduradas em cima de umas grades e dois policias a discutir com elas. Olho atentamente e não deslumbro qualquer saída... "Hum... devo ter-me enganado"...volto para trás..."não! não existe mais nenhuma saída..." volto a sair e vejo duas pessoas a sair pelo emaranhado de pessoas..."ah, apenas tenho que os empurrar e arrastar a mala..." olho e consigo ver o meu contacto com a mão levantada lá trás, levanto a mão e penso " será que consegue abrir um corredor de segurança para eu passar...", não! ora toca de voltar a usar a estratégia da carga de ombro . Finalmente, consigo lá chegar, enquanto o senhor ajuda-me a carregar a mala para o carro aproxima-se um individuo que me pede a famosa "gasosa"por supostamente um colega dentro do aeroporto me ter deixado passar sem abrir a mala, eu digo que não se passou nada disso e o meu contacto diz-lhe que não vale a pena que não há gasosa para ninguém, ele riposta com uma ameaça qualquer e vai-se embora, nós acabamos de carregar a mala e "abre dali para fora que se faz tarde...."

Cheguei a Luanda!